terça-feira, 17 de junho de 2008

No dia, terei a oportunidade de apresentar alguns dos meus poemas.

4 comentários:

Kenneth Bruce disse...

Mesmo não levando alguns poemas mais ao sarau, foi um prazer poder ler e ouvir as suas poesias. Nunca imaginei que haveria uma poetisa tão incrível ali mesmo, a alguns metros da minha pessoa. Soube escolher os temas, soube escolher as rimas. Nossa, fiquei surpreso. Sério. O que você escreve flui e bota a gente pra pensar de uma maneira que eu até então não imaginava que pudesse ser possível, pois, em poucas linhas, você desconstrói o mundo e nos apresenta uma impressão intimista a que poucos de nós estamos habituados. Boa sorte. Vou continuar visitando o seu blog. Bye!

Kenneth Bruce disse...

O Mário Quintana realmente sabia o que dizer. Era um homem culto mas que tentou aproximar o povo ao máximo da poesia. Felizmente vemos que o esforço dele não foi em vão - embora haja um caminho longo a trilhar. Mas uma coisa eu digo: seus poemas são inusitados (uma coisa boa, por favor, não pense que estou criticando) mas são agradáveis. Tocam fundo pela aparente simplicidade - apenas aparente, porque toda criação é 1% inspiração e 99% transpiração. E eu espero que você continue escrevendo. É muito agradável para mim refletir em sua escrita.

No caso do poema que eu li, eu mesmo gosto muito das obras de C.S. Lewis. Quando eu peguei alguns poemas dele, fiquei pasmo pois vi ali um homem que embora se declarasse cristão, tentava entender a razão do Mal no nosso mundo, embora a Cristandade já ensine desde cedo sobre a história de Adão e Eva. Mas Lewis chegava à conclusão de que a razão também deveria guiá-lo até Deus, quando aliada à Fé. Esse poema eu tirei de um livro dele onde constam descrições de seres e diálogos entre anjos, demônios, Deus e Satã, Jesus Cristo. Fiquei interessado na idéia de entender o "ponto-de-vista" do Diabo e quis passar isso adiante. É a clássica idéia do Mal personificado em uma determinada figura. Não sei se você leu Milton, mas esse poema transpira o ressentimento do Demônio para com a Humanidade após a queda por sua Cobiça.

Valeu pelo comentário sobre a leitura em inglês. Algumas palavras foram difíceis para aprender a pronunciar, já que estão fora do léxico atualmente usado. Ah, mas não deve estar totalmente quebrado. Maybe a little bit, but the same happens to me. Você faz Letras mas qual idioma? Espanhol? A tradução foi feita por mim, sim. Tive um trabalho para conseguir manter o sentido original e fazer rimar, mas creio que deve ter dado certo.

De nada e boa sorte. Obrigado pela postagem.
Um abraço, Bruce.

Jeanine Will disse...

Resposta 1:
Oi Bruce,

foi muita gentileza sua ter comentado lá no Caminhão de Mudança. Nem imaginei que alguém fosse tomar nota do endereço do blog. Mário Quintana tem um poema de onde tomo emprestado esse verso: "o poema é o único objeto inusitado". E acho que é isso que nos faz ansiosos, apreensivos e depois felizes ante esse objeto.

Achei você corajoso na escolha do poema. Gosto do tempo-espaço-esforço que o ser humano dedica ao céu/inferno. Corajosa também foi a sua leitura em inglês. My English is completelly broken! Não sei se eu seria capaz de uma única palavra em inglês... A tradução foi feita por você?

Mais uma vez, obrigada!
Um abraço, Jeanine.

Jeanine Will disse...

Resposta 2:
Olá Bruce,

Não se preocupe, considero "inusitado" um adjetivo bastante elogioso. Por isso, muito obrigada. Eu sigo escrevendo e às vezes sai algo que dá pra mostrar... (risos).

Pasme! Eu não conhecia o C.S. Lewis até você ler o poema dele.

Muito legal você mesmo ter feito a tradução. Se não se importar, gostaria que me enviasse. Assim, dá pra ler com calma. Na hora da apresentação, eu li e ouvi mas é tudo tão rápido, fugaz, tão novo.

Sobre o Milton, ainda não li nada dele também. Estava previsto para o nosso semestre que acaba de terminar, mas o professor não chegou até lá.

Um abraço,
Jeanine.

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