terça-feira, 16 de outubro de 2018

Novo livro a caminho - parte II

Esta é a Neném parando no blog para avisar que dia 31 de outubro tem livro novo chegando: o Pára-choques. 
Anote na agenda. Em breve, mais detalhes.



quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Sunshine Queens - lV Festival Primavera NA Janela

No dia 21 de outubro, participarei do Sunshine Queens - lV Festival Primavera NA Janela, ao lado de outras grandes mulheres. Literatura, música, feira e um monte de coisa bacana acontecendo.
O bate-papo sobre literatura acontece na abertura do festival, pelas 15h.

ESPAÇO LEITURA ► Editora Córrego
A editora Córrego estará expondo o trabalho de grandes escritoras que incentiva e publica.
Verônica Ramalho com o livro "A Mulher de Mil Olhos" - em prosa poética, a angústia de ver tudo.
Jeanine Will com o livro "Caminhão de mudanças" e "Pára-choques".
Amelia Loureiro com o livro "Meninínima" e "O nado".


A programação completa está neste link: https://www.facebook.com/events/309448486499675/

terça-feira, 9 de outubro de 2018

Novo livro a caminho

Num misto de ansiedade e alegria, aviso às amigas e aos amigos que tem livro novo chegando: o Pára-choques. Aguardem!  
E guardem a data: 31/10.

(foto meramente ilustrativa da ansiedade rs)

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

LEITURAS NA BOLÉIA 9 (Fabiano Fernandes Garcez)

Leituras feitas de poetas contemporâneos(as). Hoje, o poeta Fabiano Fernandes Garcez com o livro "EM MEIO AOS RUÍDOS URBANOS", Editora Patuá, 2016. O poema escolhido, sem título, que faz parte do capítulo 2º TURNO: SOL A FIO, está na página 57.



sexta-feira, 21 de setembro de 2018

LEITURAS NA BOLÉIA 8 (Célia Ábila)

Leituras feitas de poetas contemporâneos(as). Hoje, a poeta Célia Ábila com o livro "CIVILIZAÇÃO EM ANÉIS DE GUEPARDO", maçã de vidro, 2015. O poema escolhido, 00000, que faz parte do capítulo SONORO DESERTO BERBERE ENVELHECE EM CÍRCULO, está na página 47.



terça-feira, 18 de setembro de 2018

Sem título


o peixe se deita ao lado da faca
ouve seu fio de prata
em sua cabeça
tantas coisas queimam

o corpo inútil
as escamas penteadas
o palácio de Vênus obstruído
a tropopausa de Júpiter saqueada
os ofícios de Netuno paralisados

sobre a mesa
sobre a mesma indiferença
sobre a mesma surdez plasmada
sobre o mesmo aniquilamento de séculos
sobre a mesma pedra sem nome
sobre todas as cascas
sobretudos e casacas
sobre tudo, os coronéis de todos os lados
sobre todos, os generais opostos
sobre todas as leis dispostas
sobre todas as cláusulas pétreas
sobre a manipulação das águas
sobre a multiplicação do nada
sobre a hemeroteca dos recuados da história

envolto
                em sacos de sobras
                em emergências alheias
                em notícias de futuro
                em papéis de segunda mão

sulcado
ferido
salgado

o peixe morto
                boiando no mar de lixo dessa cidade
                fedendo no rosto da madrugada

a náusea empapando a calçada
a tarefa do oceano ainda inacabada



sexta-feira, 14 de setembro de 2018

LEITURAS NA BOLÉIA 7 (Diogo Cardoso)

Leituras feitas de poetas contemporâneos(as). Hoje, o poeta Diogo Cardoso com o livro "SEM LUGAR A VOZ", Dobra Editorial, 2016. O poema escolhido, A primeira voz, está na página 09.



quinta-feira, 6 de setembro de 2018

LEITURAS NA BOLÉIA 6 (Beth Brait Alvim)

Leituras feitas de poetas contemporâneos(as). Hoje, a poeta Beth Brait Alvim com o livro "A FEBRE E A MARIPOSA", Editora Patuá, 2018. O poema escolhido, manhã de segunda, está na página 98.


terça-feira, 4 de setembro de 2018

Estamos na Musa Rara

Uma alegria ter o Caminhão de Mudança na Musa Rara. Além do livro, texto de Claudio Willer, alguns poemas inéditos em espanhol e do livro Pára-choques.



http://www.musarara.com.br/as-anotacoes-de-viagem-de-jeanine-will

sexta-feira, 31 de agosto de 2018

LEITURAS NA BOLÉIA 5 (Wagner Miranda)

Leituras feitas de poetas contemporâneos(as). Hoje, o poeta Wagner Miranda com o livro "Adeus do Porto", Dobra Editorial, 2013. O poema escolhido, o albatroz, está na página 20.


sexta-feira, 24 de agosto de 2018

Curta metragem: O sonho

Uma ode à liberdade. Considere um momento:







LEITURAS NA BOLÉIA 4 (Patrícia Claudine Hoffmann)

Leituras feitas de poetas contemporâneos(as). Hoje, a poeta Patrícia Claudine Hoffmann com o livro "MATADOURO IMPERFEITO", Editora Letradágua, 2016. O poema escolhido, sem título, dentro do capítulo Penhasco de morar, está na página 34.


terça-feira, 21 de agosto de 2018

Resenha do jornalista Paulo Lima para o livro Caminhão de Mudança


AS BELAS IMAGENS



O livro CAMINHÃO DE MUDANÇA (Ed. Córrego, 2017), de JEANINE WILL, traz no próprio título a chave de sua poética. Jeanine nasceu em Santa Catarina e hoje vive em São Paulo. Este foi apenas um de seus muitos deslocamentos territoriais.

A mudança a que se refere o título, contudo, é uma metáfora de geografias íntimas, oníricas. De percepções e perspectivas.

Se cada parte do livro é nomeada pelos objetos de uma casa, dispostos em ordem alfabética (abajur, cadeira de balanço, geladeira, cama), encerrados em sua materialidade, os poemas, ao contrário, são marcados pelo intangível, pela delicadeza das belas imagens.

No primeiro poema, sem título, do livro, temos um ritual de lento desnudamento amoroso que se desenvolve num crescente jogo de luz e penumbra:

"deixa a tua máscara de lado
mergulha no azul deste quarto
queima teus lábios na ponta dos meus dedos
arranha tuas mãos nas minhas palavras
deita teu ouvido sobre este sussurro
pisa de leve na pista
abre teu zíper até a angustura
dança de costas pro abismo

as sombras são apenas sóis introspectivos"

A ideia de movimento perpassa o itinerário poético de Jeanine Will, em movimentos cautelosos, em tropeços de conquista e perda. Em alguns poemas, o recurso da visualidade reforça a mensagem, como em "Tinieblas":

"viver, viver, viver
que duros elos tem essa corrente!"

As belas imagens se sucedem em cada poema:

"Partir é coisa que não tem sim" (em "Pósludio").

"A vida queima em pé como uma vela" (em "O peixe roubado").

"Os corpos estão tecendo a invenção do fogo" (em "Carta molhada").

E o que dizer de versos assim, do poema "A noite espia os homens pelos seus olhos insones", verdadeira jóia já a partir do próprio título?

"mas a luz nem sempre é chama
a claridade muita vez só arde
no centro do silêncio da trama"

A poesia de Jeanine Will se faz no tecer desse lento jogo de claro-escuro, enquanto avança vida adentro. "Chego montada no dorso amarelo do atraso", diz no poema "Tardança".
O caminhão de mudança segue seu curso e nele o amor pontua como acontecimento, coisa inaugural, como descrito no poema "Atividade de nuvens":

"amor é estréia na chuva
do esquecimento"

Ou é uma impossibilidade, como nos versos finais do poema "Lembranças de não ficar juntos": "meu corpo é um abraço trancado no armário da cidade".

As mudanças desarrumam, movem as coisas do lugar, suscitam mais perguntas que respostas, e é este percurso da dúvida que Jeanine Will logrou traduzir em boa poesia.


*Paulo Lima é jornalista e editor da revista eletrônica Balaio de Notícias. http://www.balaiodenoticias.com.br/
Mora em Brasília.

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

LEITURAS NA BOLÉIA 3 (Conceição Bastos)

Leituras feitas de poetas contemporâneos(as). Hoje, a poeta Conceição Bastos com o livro "perto do coração o mar se levanta", Dobradura Editorial, 2016. O poema escolhido, "n.º 13", dentro do capítulo entre o corpo e a palavra - parte 1, está na página 21.

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Exposição Entre a flor e a torradeira (A CASA cursos de arte)

 A exposição continua em cartaz até 25 de agosto. Agende sua visita.


Jeanine Will
Selo de Garantia (detalhe)

Exposição Entre a flor e a torradeira
A obra recria um espaço íntimo e familiar, de pequenos objetos com lembranças da infância, leve e harmonioso nas cores. Mas, ao aproximar-se dela e perceber seus detalhes, quem visitar a exposição perceberá que algo dessa infância foi maculado.
"Selo de garantia" pretende chamar atenção para o crime de violência sexual praticado contra crianças e adolescentes, principalmente do gênero feminino, e fazer refletir sobre isso.







quinta-feira, 9 de agosto de 2018

LEITURAS NA BOLÉIA 2 (Paulo Sposati Ortiz)

Leituras feitas de poetas contemporâneos(as). Hoje, o poeta Paulo Sposati Ortiz com o livro "A diferença do fogo", Editora Patuá, 2014. O poema escolhido, "HORIZONTE SEGUNDO A TESOURA", está nas páginas 24 e 25.


Entrevista na Sala de Leitura com Fabiano Fernandes Garcez

Em abril deste ano, fui convidada do poeta Fabiano Fernandes Garcez para a sua Sala de Leitura. O resultado foi um bate-papo muito divertido e interessante sobre poesia, tradução, processo criativo, oficinas literárias e a formação de poeta:

Parte 1:


 Parte 2:



Agradecimentos especiais à Aline Araújo e ao Leon Ernesto.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

LEITURAS NA BOLÉIA 1 (Claudio Willer)

Leituras feitas de poetas contemporâneos(as). Para abrir a série, o poeta Claudio Willer com o livro "Estranhas experiências e outros poemas". O poema escolhido, "A chegada do tempo", está na página 42.



sexta-feira, 3 de agosto de 2018

Literatura Contemporânea Brasileira em edição bilíngue (Port/Ing)

Muito feliz de participar da primeira edição! Agradecimentos à toda equipe e um agradecimento especial ao Prof. Antonio Vicente Seraphim Pietroforte pelo convite.

A Saccades Review é uma publicação independente e contínua de literatura brasileira contemporânea em tradução.
Fundada e mantida por poetas, tradutores e estudiosos da literatura do Grupo de Estudos de Poéticas Experimentais (GEPOEX-USP) e por Sean Negus, também poeta, escritor experimental, estudioso da literatura brasileira e professor no Departamento de Inglês da Universidade de São Francisco.
A Saccades procura revitalizar a apreciação da comunidade global de leitura inglesa e portuguesa pelas literaturas do Brasil como um dos principais locais de inovação em poesia e escrita literária.


Os poetas traduzidos na edição nº1 da revista são:
Jeanine Will (Santa Catarina/Brasil) Delmo Montenegro (Pernambuco/Brasil)
Jaa Torrano (São Paulo/Brasil)
Pedro Xisto (Pernambuco/Brasil)


CRIADORES Sean Patrick Negus Antonio Vicente Seraphim Pietroforte
Rodrigo Bravo
Matheus Bueno


POEMAS SELECIONADOS POR Antonio Vicente Seraphim Pietroforte, Rodrigo Bravo e Sean Patrick Negus

TRADUTORES
Rodrigo Bravo
Lais Akemi

CAPA
Lilli Ferreira


EDITOR
Rodrigo Bravo

http://www.saccadesreview.org/

saccades

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Dos girassóis à melancolia

sobre o meu travesseiro ninguém dorme
nem eu
me sento na cama
sobre as rendas da insônia
enquanto meus dedos se desfiam
em dores de papel perdido

o botão de uma lágrima se descostura no canto do rosto
e o dedo leva até a língua esse objeto triste
meus olhos são dois punhais cegos
cansados de desferir sonhos
minha gravata é um nó no pescoço das estrelas
minha boca é uma mancha soterrada por arestas que desejo dizer

penso em você
nas minhas mãos desfiadas
e no cansaço que é vencer cada dúvida:
     a comida de cada corvo
               que aqui dentro
                              nunca acaba

e a existência menos furiosa?
plástico endurecido numa vitrine desbotada do centro
onde olhos morrediços vão se espelhar
em meu corpo que se quebra a cada sentido
em meu coração vencido
                                               [a golpes de arco em cello
num céu adiado

 Foto: obra de Leonilson

quinta-feira, 10 de maio de 2018

5ª edição galeria A CASA: Colagens poéticas

Minhas colagens poéticas foram selecionadas para participar desta edição da galeria A CASA. Ao lado de outros(as) artistas, estarei expondo e vendendo obras originais a preços camaradas. Além disso, levarei meu livro de estréia, o Caminhão de Mudança, composto de 44 poemas. O livro estará à venda por R$ 30,00 e as colagens por preços variados.

quarta-feira, 7 de março de 2018

Recital Fome de Forma

Recital FOME DE FORMA no dia 10 de março, das 19h30 às 21h30, na Casa das Rosas, Av. Paulista 37, com as participações dos poetas Roberto Bicelli e Jeanine Will. O evento é organizado pelo GEPOEX, o Grupo de Estudos de Poéticas Experimentais, formado por Antonio Vicente Seraphim Pietroforte, Rodrigo Bravo, Maria Vitória, Josuel Santos, Tatiana Carlotti, Lais Akemi, Valéria Nassif, Clarissa Monteiro e Matheus Steinberg Bueno, com apoio de Marcelo Tápia. (arte do banner - Lilli Ferreira).

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Sobre os braços amputados da alegria


quando restar somente devaneio e lágrima
juntarei no centro da mesa
o afeto de uma década
bordado em caixa alta no silêncio do peito
e os tímidos dentes da fome
que sofregamente o espreitaram
e os olhos em castanha prece
e vigiarei com as cãs
a cadeira imensamente vazia
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